Pack com 2 livros: “A Ave Rara” e a “Ave Rara II”

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A Ave Rara… de empregado frustrado a criador do seu próprio emprego!

Ouça o episódio 17 do podcast “Conversas Despreocupadas” sobre o livro:

As minhas histórias… e o propósito deste livro

Quando disse a um amigo que estava a escrever os capítulos de um livro autobiográfico, ele riu-se e disse-me:

Um livro autobiográfico? Quem é que vai querer ler a tua história? Pensas que és o Steve Jobs?

Fiquei a pensar naquelas palavras de desincentivo e, por momentos, achei que ele poderia ter razão. Nessa altura eu tinha apenas 37 anos e, apesar de já ter feito muito coisa a nível profissional, que poderia ser interessante de partilhar com quem quisesse seguir o caminho da criação do seu próprio emprego, lançar uma autobiografia aos 37 anos poderia ser considerado um bocado presunçoso e arrogante.

Apesar de tudo, a teimosia sempre foi uma das minhas principais, e às vezes mais irritantes, características.

Então, para tentar perceber quem tinha razão, em maio de 2017 decidi publicar um primeiro capítulo autobiográfico no meu site pessoal. Partilhei esse artigo nas redes sociais e as reações foram surpreendentes.

Todos os comentários, mensagens e e-mails que recebi, vieram de pessoas que se identificavam com a minha forma de partilhar os bons e os maus momentos que vivi na minha vida profissional desde que decidi criar a minha primeira empresa.

Tive vontade de partilhar mais desses momentos, sem filtrar nenhum pormenor… e foi isso que fiz durante os dois anos e meio seguintes, tanto no formato escrito como em vídeo e em áudio.

Confesso que alguns desses textos eram demasiado íntimos e decidi não os partilhar no meu site. Mas, considero que chegou a altura de o fazer através deste livro… o que interessa deve ser partilhado!

Todo o feedback que recebi nestes últimos anos foi o que me incentivou a escrever e a estruturar os capítulos deste livro na forma como os apresento.

Não partilho nada que não tenha feito… afinal, é um livro autobiográfico e por isso não poderia contar as histórias sobre como é que os outros fizeram. Tal como falo, de forma fria e pragmática, é assim que gosto de escrever… gosto que quem lê as minhas histórias consiga sentir que está aqui, ao meu lado, a ouvir essas palavras da minha própria boca.

Várias pessoas já me disseram que conseguem sentir isso quando estão a ler o que eu escrevo. Espero que possa sentir o mesmo e acima de tudo, espero que a forma divertida (e por vezes parva) como tenho encarado os desafios profissionais com que tenho sido confrontado, possa servir-lhe de orientação e de inspiração para que decida, de uma vez por todas, tomar as rédeas do seu destino e assumir a responsabilidade pelos resultados que obtém.

Como?

Criando o seu próprio emprego.

Mantenha a mente aberta e prepare-se para conhecer alguns dos momentos mais insólitos da minha vida… e as formas inusitadas que encontrei para os ultrapassar e criar uma empresa tão bem-sucedida.

Até já,

Pedro Silva-Santos (www.silva-santos.com)

 

Prefácio de Ricardo Matias

[… às vezes apetecia-me bater-te…]

Enquanto o Pedro escrevia este livro, pediu-me ajuda para escolher o título. Senti uma enorme responsabilidade pois não é fácil estar ao nível de uma pessoa tão particular… mas já lá vamos, ao tema do título do livro, primeiro deixe-me contar-lhe como é que conheci o Pedro.

Conheci-o em 2007 numa festa de amigos da minha namorada, hoje minha esposa. Quando cheguei à festa, acompanhado da minha namorada, o Pedro dirigiu-se a mim e perguntou:

– Quem és tu, e porque é que vens de mão dada com a minha namorada?

Eu não conhecia o Pedro, portanto, não conhecia aquela personagem que se mete com toda a gente, sem qualquer problema. Enquanto todos se riam com a situação, incluindo eu (mas de uma forma hipócrita) só me apetecia esbofeteá-lo… e perguntar-lhe “mas quem pensas que és para te meteres comigo dessa forma?”.

Não foi a única vez que tive vontade de lhe bater… foram várias vezes, até hoje. Quem trabalha com o Pedro sabe do que estou a falar. É extremamente teimoso, persistente, rigoroso e regrado a um ritmo que dificilmente conseguimos acompanhar, e é por isso que às vezes é tão difícil trabalhar com ele, porque é difícil responder ao nível de exigência que o Pedro implementa em todos os processos.

Admito que conhecer o Pedro Silva-Santos teve bastante influência no meu percurso profissional. Há vários anos que falamos quase todos os dias, partilhamos e analisamos todos os assuntos com que nos deparamos diariamente, em termos de comunicação, empreendedorismo, estilo de vida, etc…

No início é difícil percebê-lo! Achamos que tem a “mania”… mas depois percebemos que quem está errado somos nós, e o sentimento de “achar que tem a mania” é resultante da inveja que sentimos por não conseguirmos alcançar o que ele alcança.

É claro que o que o Pedro já alcançou, não caiu do céu… é resultado do seu estilo de vida e da enorme determinação na resolução de tarefas, um processo que eu tive a oportunidade de acompanhar e que posso garantir-lhe: demorou muitos anos a construir e a afinar.

Nestes últimos anos aprendi muito com o Pedro e agradeço-lhe a insistência e a paciência que teve comigo, porque cresci profissionalmente, muito devido à alteração de processos e mentalidades que ele me foi transmitindo. Durante muito tempo, fui intransigente e ele nunca parou de me tentar transformar. Se fosse ao contrário, eu não teria sido tão persistente.

Já teve aqueles pensamentos do tipo “vou deixar o meu emprego… já estou farto!” ou “se eu tivesse mais tempo…”? Enquanto que para a maioria das pessoas não passam de pensamentos, para o Pedro são atitudes naturais.

E por incrível que pareça, é possível que ele rejeite um novo cliente numa semana (com uma certa arrogância) e na semana seguinte assine contrato com um novo cliente com uma proposta duas ou três vezes superior. Parece sorte, mas acredite que não é!

Muitas vezes, parece que é arrogante e que tem a mania, simplesmente porque ele tem o descaramento de fazer e dizer as coisas que parecem certas e não as coisas que parecem bem.

Não conheço ninguém com esta força, determinação, organização e foco para alcançar objetivos. É uma pessoa que olha para a vida de uma forma pouco comum, e por isso, considero-o uma pessoa à parte dos demais.

Escolhi, para o título deste livro, a expressão “A Ave Rara”, porque efetivamente, a sua forma de estar e de encarar os desafios é mesmo isso: rara.

Espero que as histórias que ele partilha nos capítulos deste livro consigam influenciar o leitor tanto como me influenciaram a mim.

Boa leitura.

Ricardo Matias (www.ricardomatias.pt)

 

A Ave Rara II… do caos e das dívidas, a um estilo de vida livre!

Ouça o episódio 28 do podcast “Conversas Despreocupadas” sobre o livro:

Prefácio de Alfredo Santos

Estava a acabar a edição de um vídeo da minha neta Diana, na manhã do dia 16 de abril de 2020, quando, 7 minutos depois do meio-dia, ouvi soar a campainha. Pelos três toques consecutivos, imaginei que deveria ser o Pedro.

Entrou cá em casa, cumprimentou-me a mim e à Mila com um toque no cotovelo, porque ainda estávamos no período crítico da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), e perguntou se eu estaria disponível para o ajudar a rever este livro, ainda no formato de rascunho, antes de qualquer tipo de trabalho gráfico.

Mostrei logo interesse em fazê-lo.

No início da tarde, sentei-me na varanda e comecei a rever o livro.

Ainda nem tinha terminado a leitura do primeiro capítulo quando senti um desconforto muito grande e os meus pés começaram a ficar gelados.

Levantei a cabeça e olhei lá para fora. Raiava um sol magnífico e por isso, algo não batia certo. Como era possível ter os pés gelados naquela tarde de sol?

Quanto mais lia, mais gelados ficavam os meus pés. Não me lembro de sentir essa sensação nem durante um inverno rigoroso, mas em poucos minutos senti arrepios no corpo todo.

Desatei a chorar como uma criança.

Pousei o livro no colo e afastei os olhos daquelas palavras que me estavam a desencadear reações tão estranhas. Quando dei conta, as minhas lágrimas já tinham manchado uma das páginas. Afastei o livro, levantei-me da cadeira e olhei lá para fora durante alguns minutos.

Quase nem tinha começado a ler o livro e não sabia se conseguiria continuar. Não eram as palavras que doíam, eram todas as situações que o Pedro viveu em silêncio e que nem eu nem a Mila tivemos noção que estavam a acontecer. Enquanto pais era suposto termos percebido o que se passava, mas ele sempre nos disse para não nos preocuparmos porque estava tudo bem.

Obriguei-me a continuar a ler. Tinha prometido que o ajudaria a rever o livro e por isso tinha que o conseguir fazer.

Naquela tarde, li quase metade do livro. Depois de jantar ainda li mais um pouco. Lembro-me de quase todas as fases da vida que ele descreve no livro, mas não fazia a mínima ideia de que tinham sido tão duras. Tive de parar a leitura várias vezes, não só por sentir um enorme nó na garganta, mas também para evitar que as minhas lágrimas continuassem a manchar as páginas do livro.

Naquela noite, não dormi nem deixei a Mila dormir. Virei-me tantas vezes na cama!

A Mila perguntou-me porque é que eu não parava quieto. Não aguentei, tive de lhe dizer tudo o que estava a sentir e recomendar-lhe que não lesse o novo livro do Pedro.

Incentivou-me a ir tomar um comprimido para dormir. Pediu para me acalmar e quis saber qual era o problema do livro. Disse-me que, como mãe, obviamente pretendia lê-lo assim que estivesse disponível.

Levantei-me, fui à cozinha beber um copo com água e tomar um comprimido para dormir. Ela veio comigo e fez o mesmo.

Tentou folhear o livro, mas eu não deixei. Agarrei-lhe na mão e disse:

Tu não podes ler este livro, não vais aguentar saber o que ele passou!

Índice

Prefácio de Alfredo Santos
Algo muito mau estava prestes a acontecer!
  • Desmaiei (de cansaço) três vezes no mesmo mês
Até bater no fundo
  • 4 anos antes
  • Vandalizaram tudo
  • Estava tudo por fazer
  • Tornei-me vítima do meu perfecionismo
  • Passava noites sem dormir
  • Os dias eram tão insuportáveis que eu não queria sair da cama
As estratégias que implementei para renascer
  • 1ª – Deixei de usar as noites (e a minha mente) para rever tarefas
  • 2ª – Criei receitas para tudo
  • 3ª – Aprendi a controlar os meus pensamentos
  • 4ª – Já não cabia dentro das calças… necessitava de perder peso
  • 5ª – Deleguei os e-mails e as chamadas telefónicas (durante 1 ano)
  • 6ª – Deixei de trabalhar com a minha namorada e incentivei-a a seguir uma vida diferente
  • 7ª – Despedi 80% dos clientes e desativei 80% das áreas de negócio
  • 8ª – Insisti em escrever cartas a mim próprio
  • 9ª – Desativei os serviços de emergência
  • 10ª – Acabei com as interrupções no escritório
  • 11ª – Implementei estratégias para gerir a ansiedade
  • 12ª – Deixei de aceitar reuniões
  • 13ª – Um detalhe que me orientou para a estratégia de longo prazo
  • 14ª – Penso, organizo e só depois é que faço
A nova vida
  • Fiz as pazes com o passado
  • Tenho a minha própria vida, já não me distraio com a vida dos outros
  • Tenho tempo (e vontade) para aprender coisas novas
  • Voltei a apaixonar-me
  • As máquinas executam o meu trabalho mais chato
  • Os negócios já não dependem de mim
  • Consegui alcançar a rotina diária que sempre sonhei
  • Consigo (finalmente) tratar de mim
  • Os clientes já não mandam em mim
  • Agora tenho 7 fontes de rendimento complementares
  • Já não necessito de um plano B
  • Acordo à hora que acordar
  • Até os outros já me veem como uma pessoa diferente
  • Vejo a vida de forma totalmente diferente
  • Agora, até o medo me inspira
Notas Finais
Agradecimentos

Clique aqui para ver alguns vídeos no site do autor.